sábado, 17 de março de 2012

Disciplina, honra, garra. honestidade!

Felicidade estar bem, fazendo o que gosta do lado das pessoas que fazem o seu dia melhor. A palavra família significa união, companheirismo, compromisso, amor, e lealdade. A verdadeira família é aquela unida pelo espírito e não pelo sangue. E eu não troco a minha por NADA nesse mundo! Agradeço a Deus todos os dias pela oportunidade de estar nessa equipe, e que continue evoluindo cada um dos meus irmãos samurais!! OSS GUERREIROS!





quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Campanha Gracie divulgando o Jiu Jitsu para mulheres da melhor forma.


Gente, esse video é super indicado à divulgação da arte suave como tecnica de auto-defesa  super eficaz, pois ele é a resposta à aquelas pessoas que sempre perguntam " Pra que praticar isso? Nossa, luta só serve para fazer apologia a violência". Mas percebemos aí que é completamente o oposto né... O Jiu Jitsu brasileiro, mais conhecido como Arte suave, é denominado assim por ser um sistema de combate compreendido por tecnicas de projeçoes e imbolizações, estrangulamentos, chaves, e alavancas, feitas então para derrubar o oponente finalizando-o  geralmente sem usar golpes traumaticos. Fora que é ensinado tradicionalmente nas academias valores como: Respeito, disciplinas, e companheirismo.


Uma bela campeã

 Fotógrafo: Tiago Gonçalves
A tenente do 21º Depósito de Suprimento do Exército, Patrícia de Oliveira Lage, é uma mulher especial no bairro. Ela ganhou 12 vezes o campeonato paulista de jiu-jitsu e também levou o brasileiro de 1998. A moradora de Perdizes começou a lutar aos quatro anos graças ao seu pai, o mestre Roberto Lage. “Se dependesse da minha mãe, seria bailarina. Ela tentou me colocar em três escolinhas de dança, mas optei pelo esporte”, recorda Patrícia. Foi a primeira mulher no Brasil a receber a faixa preta de jiu-jitsu, quando tinha apenas 18 anos. Hoje com 26, a lutadora de 54 quilos, distribuídos nos seus 1,69 metro de altura, coleciona vitórias dentro e fora dos tatames. Desde do início deste ano, a veterinária é uma das responsáveis pelas análises de qualidade dos alimentos que chegam ao Exército e que serão encaminhados aos quartéis de todo o Estado de São Paulo. Sua rotina é puxada. Ela trabalha das 8 às 16h no Laboratório de Inspeção de Alimentos e Bromatologia (Liab), do 21º D Sup. Depois, vai até 22h treinando jiu-jitsu junto com seu pai, na Academia Roberto Lage, primeiro a trazer este esporte para a Lapa. “O objetivo do jiu-jitsu é levar o seu oponente para o solo e imobilizá-lo. É necessário muito treino e técnica para esta articulação, usando chaves e alavancas no combate”, explica a aplicada faixa preta, que tem como principal adversária a falta de verba para viajar. A atleta precisa de patrocínio para fazer uma dieta com suplementos alimentares. Embora o Brasil seja a referência do jiu-jitsu no mundo, Patrícia não tem condições financeiras de se dedicar completamente ao esporte. Nem conseguiu embarcar ao Rio de Janeiro, para disputar o mundial da categoria que acontece no final de julho. Todos os anos, o mundial deste esporte acontece na capital carioca, sendo o Brasil o país com o maior número de campeões em todas as categorias. Seu próximo desafio é participar da Copa Joe Moreira, que será realizada em setembro, em Los Angeles (Estados Unidos), e tentar superar as brasileiras Leka, Simone e Luciana, principais lutadoras na categoria feminina pena (de 52 a 56 quilos). “Gostaria muito de ganhar este torneio, mas acredito que não será possível bancar minha preparação e minha estada nos Estados Unidos, já que não conto com nenhuma empresa que possa me dar uma força”, conta Patrícia, lembrando que as companhias podem abater parte do investimento em atletas no Imposto de Renda. O auxílio à nossa esportista também pode ser feito por meio do fornecimento de suplementos alimentares básicos para o bom rendimento do praticante de jiu-jitsu. Quem quiser conhecer e ajudar a atleta Patrícia Lage pode enviar e-mail para paty_lage@hotmail.com.

História do Jiu Jitsu


Segundo alguns historiadores o Jiu-jitsu ou "arte suave", nasceu na Índia e era praticado por monges budistas. Preocupados com a auto defesa, os monges desenvolveram uma técnica baseada nos princípios do equilíbrio, do sistema de articulação do corpo e das alavancas, evitando o uso da força e de armas. Com a expansão do budismo o jiu-jitsu percorreu o Sudeste asiático, a China e, finalmente, chegou ao Japão, onde desenvolveu-se e popularizou-se.
A partir do final do século XIX, alguns mestres de jiu-jitsu migraram do Japão para outros Continentes, vivendo do ensino da arte marcial e das lutas que realizavam.
Esai Maeda Koma, conhecido como Conde Koma, foi um deles. Depois de viajar com sua trupe lutando em vários países da Europa e das Américas, chegou ao Brasil em 1915 e se fixou em Belém do Pará, no ano seguinte, onde conheceu Gastão Gracie. Pai de oito filhos, cinco homens e três mulheres, Gastão tornou-se um entusiasta do jiu-jitsu e levou o mais velho, Carlos, para aprender a luta com o japonês.
Franzino por natureza, aos 15 anos, Carlos Gracie encontrou no jiu-jitsu um meio de realização pessoal. Aos 19, se transferiu para o Rio de Janeiro com a família e adotou a profissão de lutador e professor dessa arte marcial. Viajou para Belo Horizonte e depois para São Paulo, ministrando aulas e vencendo adversários bem mais fortes fisicamente. Em 1925, voltou ao Rio e abriu a primeira Academia Gracie de Jiu-Jitsu. Convidou seus irmãos Oswaldo e Gastão para assessorá-lo e assumiu a criação dos menores George, com 14 anos, e Hélio,com 12.

Desde então, Carlos passou a transmitir seus conhecimentos aos irmãos, adequando e aperfeiçoando a técnica à compleição física franzina característica de sua família.
Também transmitiu-lhes sua filosofia de vida e conceitos de alimentação natural, sendo um pioneiro na criação de uma dieta especial para atletas, a Dieta Gracie, transformando o jiu-jitsu em sinônimo de saúde.
De posse de uma eficiente técnica de defesa pessoal, Carlos Gracie viu no jiu-jitsu um meio para se tornar um homem mais tolerante, respeitoso e autoconfiante. Imbuído de provar a superioridade do jiu-jitsu e formar uma tradição familiar, Carlos Gracie lançou desafios aos grandes lutadores da época e passou a gerenciar a carreira dos irmãos.
Enfrentando adversários 20, 30 quilos mais pesados, os Gracie logo adquiriram fama e notoriedade nacional. Atraídos pelo novo mercado que se abriu em torno do jiu-jitsu, muitos japoneses vieram para o Rio, porém, nenhum deles formou uma escola tão sólida quanto a da Academia Gracie, pois o jiu-jitsu que praticavam privilegiava as quedas e o dos Gracie, o aprimoramento da luta no chão e os golpes de finalização.
Ao modificar as regras internacionais do jiu-jitsu japonês nas lutas que ele e os irmãos realizavam, Carlos Gracie iniciou o primeiro caso de mudança de nacionalidade de uma luta, ou esporte, na história esportiva mundial. Anos depois, a arte marcial japonesa passou a ser denominada de jiu-jitsu brasileiro, sendo exportada para o mundo todo, inclusive para o Japão.